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About the author
vagneralbino
Novel: O GUEPARDO
Genre: Fantasy
1,666 words so far  

About vagneralbino

Location: São Leopoldo, Brazil

Home Region:
Elsewhere :: Brazil

Age:25

Website: https://www.google.com/profiles/vagneralbino

Favorite novels: É proibido miar

Favorite writers: Pedro Bandeira

Favorite music: breath of fire III extended soundtrack - it takes you places!

Non-noveling interests: animals, nature, computers, furry community, games, guitar hero, guitar playing, making art, photoshop

Joined: October 2, 2007

This Year: Official Participant

NaNoWriMo History:
'07 '08

NaNoWriMo posts: 0

NaNoWriMo buddies: 12

 

Brief Author Bio:

This year I'll be writing my 9th book in NaNoWriMo. I've lost count of how many stories I have already created, though. If you're a writer, you know how it is.

I'm not sure what I'm trying to accomplish with my career. I used to think that good stories got their deserved place among the classics, but then I was wrong. Then I thought that people wanted inspiring stories, and then I was also wrong. Finally I thought it was all about the money, and even though I was not totally wrong, I was missing the point: writing is supposed to be fun. If I enjoy and have fun with what I write, who cares what will come of it?

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Synopsis: O GUEPARDO

A cheetah finds out he has the uncanny ability to cross energy fields, and his unique power will be able to define what race will win the war for hegemony; it only depends on who manages to capture him first.

Excerpt: O GUEPARDO

From Day 01:

Todos criam universos em seus sonhos. Podem sonhar não apenas equanto estão dormindo, mas todos têm seus próprios universos em suas mentes. Garr, um veterano guerreiro da tribo dos tigres dourados, sonhava muito com um lugar melhor, um mundo que fosse justo para todos e não obrigasse espécies a se refugiarem em cantos desolados do planeta apenas porque criaturas mais fortes o podiam obrigar a tal.

Garr era alto, de músculos grandes. Sua pelagem era exageradamente densa e long, o que lhe fazia aparentar ser ainda maior e mais troncudo do que realmente era. Já com seus quarenta e um anos, tinha visto muita coisa na vida, e a cada novo dia a esperança de um mundo melhor se esvaía mais um pouco. Morador do deserto, junto com sua família e tribo, sendo castigado diariamente pelos fortes ventos e tempestades de areia, estava cansado de não ter algum lugar melhor para ir. A vida seguia mansa demais e os atritos e guerra entre os demais povos havia se acalmado, e parecia que todos aguardavam por um sinal, pelo momento oportuno de dar a cartada final. E, na espera, o comodismo e a morosidade tomavam conta.

Garr levantou-se nesse novo dia atormentado pelo mesmo sonho que vinha tendo regularmente por alguns meses. O vento soprava forte pelo deserto, um furação havia destruído sua aldeia e ele, até então, era o único sobrevivente. Fazendo seu caminho pelo deserto, desnorteado, mas em busca das terras pantanosas para fazer desta um lar provisório, acabou por se deparar diante de uma enorme fenda no chão, tão grande e profunda que parecia um desfiladeiro para o infinito. Por mais que não conseguisse enchergar o que havia no fundo, uma densa névoa cobria a imensa escuridão por debaixo dela, ele sabia que alguma coisa se escondia lá embaixo. Alguma coisa monstruosa que deixava seu coração inquieto. Assustado e confuso, ele apenas olhava para o desconhecido, amedrontado e incapaz de fazer qualquer outra coisa senão olhar. No próximo piscar de olhos, ele sempre acordava.

Com um suspiro, saiu da cama. O dia já ia longe, talvez por volta das nove da manhã. O sol entrava difuso pelas quatro janelas do quarto. Vivia em uma casa de barro, e todas as aberturas não eram cobertas. Sua esposa estava na cozinha, tomando uma xícara de café enquanto observava a filha única a treinar com seu bastão do lado de fora da casa. Garr foi até ela e lhe deu um beijo nos lábios.

- Bom dia, meu amor. - Disse, num ronronar sussurrado.

A tigresa riu. - Outra noitada é?

Garr riu e coçou o pescoço, meio sem graça. - Beeem... Não digo noitada...

A esposa cutucou-lhe a lateral da barriga. - Olha isso aqui! Tu tá é ficando fora de forma! Por que não segue o exemplo da sua filha e se exercita, hein? A última coisa que eu quero é um marido preguiçoso, flácido e gordo! Quando a hora chegar, quem vai nos proteger? - Ela riu, mas o esposo não acompanhou o tom da brincadeira, deixando-se preocupar pelas imagens que vinha tendo nos sonhos.

- É... - Falou num tom suave, sério. - Acho que você tem razão... Eu estou ficando frouxo demais. - E apoiou-se no balcão, defronte a janela, abaixando a cabeça em vergonha.

A tigresa veio amparar-lhe, envolvendo-o com os braços num abraço. Puxou a respiração num fôlego para falar algo, mas então olhou para o rosto do parceiro e achou melhor permanecer calada. Recostou a cabeça no ombro dele e desabafou. - Não é uma cobrança. Todos sabemos que você leva a sério o futuro de nossa tribo. Isso é algo muito maior do que nós.

Garr levantou a cabeça e olhou para fora, observando a filha e, então, a cortina de areia erguida um pouco mais além com a constante corrente de vento a cortar o vilarejo. Ele desabafou também. - Pois é exatamente isso que eu temo. Isso é algo muito maior do que todos nós. E, quando chegar a hora, não sei se conseguiremos fazer o que temos que fazer. Somos grandes e fortes, mas nossa índole... nossa índole, você sabe... Gentis, ingênuos demais. - Olhou para a esposa por cima do largo ombro. - Não sei se somos maliciosos a ponto de sobrepujar a malícia de tantas outras espécies tão mais ardilosas que nós mundo afora...

A tigresa dessa vez nada disse.

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