About Dedalous
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Age:17
Website: http://saintsophie.multiply.com
Favorite novels: "A Máquina", "The Lord Of The Rings: The Followship of The Ring", "The Chronicles of Narnia", ...
Favorite writers: Machado de Assis, Clarice Lispector, Edgard Alan Poe
Favorite music: For this novel, my inspiration is coming from Theatre Of Tragedy's album Aégis.^^
Non-noveling interests: Music and drawing
Joined date: October 23, 2007
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Hello, dear writers!
Here are the two first chapters of my novel.
It is in portuguese, I still don't know if I'm supposed to write in english, so here are the first words of my novel!
I have already begun the second chapter, but I'll only update this page when each chapter is finished.
What is it about? This story is about the life of an 18-year-olded girl and the way she sees everything in her life. It's a story about art, love and poetry, very light and simple.
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Capítulo I - O Tempo e um Gole de Café
O tempo vai passando, passando, o tempo todo. E no final, ele volta para o começo e começa tudo de novo. Se é que existe de fato um ponto de partida. Na verdade, só Deus deve saber quando o tempo começou. Mas acho que o tempo é só uma invenção para dizer que as coisas não ficam paradas. É uma daquelas coisas que a gente sabe que existe, mas não sabe explicar. Para falar a verdade, saber o que é o tempo não tem relevância. Ele existe, ponto. Nem tudo tem de ser explicado, não é?
O tempo passa e nem percebemos. Pelo menos eu não. Acredito que tudo leva tempo para ser apreciado, curado, vivenciado. “A vida é curta, então curta”. É bem por aí que levo a minha vida. Tem gente que se incomoda com a minha calma. Eu acho isso muito engraçado. Não era para todos sermos assim? Para mim, tudo o que vejo através dessas duas grossas lentes é um espetáculo à parte, uma música a ser composta, uma história a ser contada, uma poesia a ser escrita.
Uma vez, eu estava caminhando pelo parque perto de casa e parei para observar as árvores. O vento fazia com que as folhas das cerejeiras roçassem umas nas outras, criando um som extremamente relaxante. Era um deleite. “Ah, você de novo! Está todo mundo olhando pra você, Claire”. Audrey me despertou daquele estado alfa. Ela sempre me pega em flagrante. “A primavera é tão bela!”. Ela suspira como de costume e me lembra do motivo de eu estar ali no parque àquela hora, mesmo que, na maioria das vezes não tenha motivo algum. “Vem, Julien nos está esperando na Dona Marie”. Ela me puxa pelo braço e sorri. “Nunca vi alguém viajar tanto só em Paris!”. Que sorriso macio! O adorava. Sempre me contagiava. Julien me disse uma vez que esse sorriso o fez se apaixonar por ela à primeira vista.
O Café de Dona Marie mostrava os mesmos rostos de sempre. “O que vão querer hoje, meninos?”. Ela sempre perguntava. Com as mesmas vírgulas e a mesma entonação. É uma senhora muito interessante, sempre com os cabelos curtos e presos por uma presilha de cor rosa clara para combinar com as roupas. Sempre uma combinação de branco com outra cor pastel qualquer. “Dois capuccinos com chocolate e um café”. Já andei por toda essa Paris, experimentei de todos os cafés, mas o de Dona Marie é especial. Assim como seu Café, que lugar simpático.
Sempre pegávamos uma mesa ao ar livre, adorava ver o vapor do café dançando com o vento, assistir as pessoas passando nas ruas, umas tranquilamente, outras com pressa, umas alegres, outras chorando. Eu me divertia. E Audrey e Julien são ótimas companhias. Conversamos sobre tudo. Afinal, é o que se faz num Café, não é mesmo?
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Capítulo II - Uma Noite de Natal
Um dia, um abraço, um sorriso. O espetáculo da vida. É mesmo incrível. A brisa fresca da noite enfeita essa cidade durante minhas andanças noturnas. As luzes piscavam, uma depois da outra, alternada e sincronizadamente. Pareciam me chamar para brincar como uma criança que chama a atenção, fazendo aquelas gracinhas.
Apesar de que os motivos que me instigam a sair andando por aí são vários, ou inexistentes, essa era uma noite de Natal. Eu estava indo buscar uma torta que minha mãe encomendou para a sobremesa no Café de Dona Marie. Sim, ela fazia tortas. Tão boas quanto seus diferentes tipos de café. Era uma torta de morangos com chocolate.
É claro que minha mãe dobrava o tempo que realmente leva o caminho de casa até o Café. Ela me conhece, ela sabe que nunca saio de casa e volto sem contar alguma história mirabolante que presenciei no caminho. Estrelas, luzes, pessoas, prédios, praças. Tudo tem uma história.
A decoração natalina do Café era, como de costume, a mais vibrante. Eram mais contagiantes e alegres que as que havia visto no caminho, enrolada num grande prédio na margem da rua. A iluminação deixava o local ainda mais aconchegante. Não é à toa que alguns casais desocupados que passavam o feriado na cidade estavam por lá, trocando carinhos e palavras de amor.
E você me pergunta o que estava Dona Marie fazendo lá em uma noite de Natal. Não tinha família. Os filhos haviam falecido e tinha se divorciado do marido há alguns anos. Tudo que lhe restava era o Café, onde colocava todo o seu amor, toda a sua vida. Essa atmosfera de devoção e amor era o que nos atraia naquele lugar. Quando alguém põe toda a sua alma em uma coisa, tudo muda de figura.
Dona Marie não me deixou sair de prontidão. Disse-me que apreciaria minha companhia por alguns minutos se não me importasse. “Claro”, respondi. Já com a torta nos braços, conversava com a senhora, que me contava alguns causos de Natais passados. Como no dia em que a árvore da entrada pegou fogo por causa de um curto nas luzes que a enfeitava. Contava-me rindo. Mais por ter alguém com quem compartilhar essas memórias do que pelo tragicômico episódio. Voltei para casa depois de uma meia hora e algumas xícaras de café com chantilly. Sorte que a torta não era gelada, pois passei todo esse tempo carregando-a.
A história das luzes não foi recebida de maneira diferente às outras que costumava contar. “Só você mesmo, menina”. Minha mãe sorria e me dava um beijo na testa. “Guarde a torta na geladeira e vá se arrumar, querida, os convidados devem estar chegando”. Minha mãe é uma mulher muito tranqüila e serena. Veste-se sempre de forma elegante e sóbria. Tem os cabelos negros e os olhos azuis. Que olhos lindos ela tem! É uma pena que não os tenha herdado.
E mais uma noite de Natal se passa, regada a muito vinho, presentes e conversa fiada. Alegria por todos os sorrisos e apertos de mão. Da janela de meu quarto conseguia enxergar algumas daquelas luzes, piscando e piscando. Não dormi. Imaginei-as brincando comigo, dançando até o amanhecer. Os pássaros viriam nos avisar que a noite estava acabando. Eles cantariam suas canções, anunciando mais um nascer do Sol. Mais um dia, um outro abraço, o mesmo sorriso.
Dedalous's Writing Buddies
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