Genre: Romance
About SapiensLocation: Portugal Home Region: Age:16 Website: www.cronicasdotempoquepassa.blogspot.com Favorite novels: «Mil Novecentos e Oitenta e Quatro» (George Orwell), «Os Pilares da Terra» (Ken Follet), «As Crónicas de Gelo e Fogo» (George Martin), «Sputnik, Meu Amor» e «A Sul da Fronteira, a Oeste do Sol» (Haruki Murakami), Trilogia «Sevenwaters» (Juliet Marillier) Favorite writers: Haruki Murakami, George R. R. Martin, Juliet Marillier... Favorite music: Depende da história, claro!... Mas sim, oiço enquanto escrevo. Non-noveling interests: Representar, cantar, ler, jogar basket, falar com pessoas... |
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Synopsis: Paris
Charles vive em Paris desde os seus vinte anos, e desde que se mudou para a capital a vida têmlhe corrido melhor. Trinta anos depois, é um escritor premiado, viúvo, com uma filha a tirar o curso de arquitectura. Mas nem tudo são luzes na cidade das luzes. O destino volta-se contra Charles, e as coisas começam a correr mal... cada vez pior... num turbilhão de desgraça e morte. Uma história sobre o destino, a tristeza, o amor, e a vida.
Excerpt: Paris
A «Apassionata» entrava agora na fase final do seu último andamento. Todos os instrumentos de preparavam para o fim. O ambiente da casa tornava-se épico, misturando-se com a essência da música.
- Filha. – disse Charles de repente, não se conseguindo travar, e abrindo uma série de portas mentais que estavam por abrir há demasiado tempo. Ela parou de desenhar e olhou para ele. – Ser amado é bonito e fácil. Quem é amado vive e pode continuar a viver, sem ter medo de nada. É protegido, e continua a viver mesmo depois de morto. A sua memória permanece, sempre, a cada momento na cabeça da pessoa que ama. Ser amado é muito fácil, por vezes demasiado, o que nos dá uma falsa sensação de superioridade e auto-importância que não temos.
Fez uma pausa, olhando para ela. Fixava-o com os seus olhos azuis acinzentados, que pareciam brilhar, apesar da pouca luz que entrava na divisão. Charles poderia ter pensado em como deveria acender a luz da sala que para que Solène melhor trabalhasse, mas isso não lhe passou pela cabeça naquele momento. Transpirava sinceridade, e respirava palavras que tinham esperado demasiado tempo para serem ditas.
- Agora quem ama, quem ama sofre. Sofre com a distância, com o tempo, com os problemas utópicos que cria, e as barreiras imaginárias com que tem pesadelos. Quem ama pergunta-se a cada momento como está o outro, se está bem, se não está. Quem ama sofre pela sua recompensa, e mesmo quando a obtém continua a sofrer, embora com muito menos intensidade, porque a felicidade de ter o outro ultrapassa qualquer outra. A felicidade de lhe poder falar, tocar nos cabelos, na face. A felicidade de sentirmos que somos mais humanos ao fim de cada dia, que nos preocupamos com alguém que não nós mesmos. Quem ama sofre, Solène. Quem ama sofre… mas é o detentor da felicidade mais bela do mundo.
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