Genre: Fantasy
About SofisofasLocation: Vila Franca de Xira, Portugal Home Region: Age:17 Website: http://sofisofas.deviantart.com Favorite novels: Twilight Series, Star Girl Favorite writers: Stephenie Meyer, Sandra Carvalho, Neil Gaiman Favorite music: Varies acording to the story Non-noveling interests: Drawing, Photography |
Joined: octobre 27, 2007 This Year: Official Participant NaNoWriMo History: NaNoWriMo posts: 1 NaNoWriMo buddies: 18
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Synopsis: Espilce
Conto de Fadas para quem já lê romances e já não acredita em fadas
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A Fairy Tale for those who already read novels and don't believe in fairies anymore
Excerpt: Espilce
Espilce sempre existira.
Já lá estava no início da história, mesmo da que nunca fora escrita, aquela de que apenas os elfos conseguiam falar. Alargara a sua protecção quando os piratas atacaram os mares levando muitas jovens sereias consigo, para as meterem nas suas camas e depois as imortalizarem nas proas dos seus navios. Sobrevivera ao desespero dos aldeões e camponeses quando Séram tentou destruir a harmonia do reino e os duendes tiveram de trabalhar a dobrar para fabricar armamento para as tropas. Aguentra-se quando crianças deixaram de acreditar em fadas e as fadas se iam apagando como o dia que finda.
Espilce existia desde que a primeira criança sonhara.
Os duendes eram pequenos e resmungões. Tinham grandes orelhas, narizes e pés, e gostavam de viver debaixo de terra, onde construíam as suas civilizações. Não gostavam de nenhuma outra raça, mas estavam sempre em festa; em qualquer dia do ano havia comida nas suas mesas e cerveja nas suas canecas. Eram imprevisíveis e tinham alguma magia no sangue, o que lhes permitia disfarçarem-se de rochas e de outras coisas da natureza, quando em perigo. Os duendes eram ferreiros de excelência e representavam o fogo.
Os elfos eram altos e perfeitos. Tinham longos cabelos brilhantes, orelhas pontiagudas, olhos claros e peles transparentes. Viviam em árvores ocas ou em grandes casas que construíam nas copas das árvores, não interferindo com a natureza. Gostavam da sua independência, dos deus livros, e da natureza, mas odiavam os humanos e cobiçavam a sua magia. Acreditavam que, se fossem prefeitos, eventualmente teria magia e poderiam ser eles a governar Espilce e não ser apenas Conselheiros. Os elfos conheciam o passado e previam o futuro, trabalhavam com ervas medicinais e representavam a terra.
As sereias eram belas, formosas, tinham bonitas curvas, peles douradas, olhos brilhantes e caudas reluzentes, como que feitas de pedras preciosas. Viviam em grutas submarinas ou em recifes de corais e não gostavam de roupas, que cobriam os seus corpos desejáveis. Amavam a música e as coisas brilhantes, gostavam de seduzir e de dançar, especialmente à luz da lua. As sereias conheciam os quatro cantos do mundo e todas as raças e os seus desejos mais profundos e secretos. Providenciavam o peixe ao reino e entretinham os pescadores nas longas noites e todos aqueles que as procuravam nos mares. As sereias eram ágeis, flexíveis e representavam a água.
As fadas eram pequenas e brincalhonas. Tinham covinhas e corpos de criança, cabelos finos e asas delicadas. Viviam em flores que passavam uma vida inteira a escolher e a cuidar, e eram tão egoístas que nem as partilhavam com os consortes. As fadas eram curiosas e gostavam de crianças. Eram criativas, habilidosas e inocentes, mas muito temperamentais. Adoravam todas as outras raças, até os duendes, e transportavam o amor com elas. As fadas eram mensageiras, forneciam os doces, e representavam o ar.
E depois havia os humanos, com as suas bruxas e magos... Esses eram os complicados de descrever. Cada um era diferente do outro, cada um tinha preferências diferentes das do vizinho, e cada um se achava superior que o outro, mesmo que não o admitisse. Os humanos eram a raça mais imperfeita: eram desastrados e desproporcionais, a sua linguagem parecia arranhar a garganta, os seus costumes eram básicos e pagãos, não eram grandes músicos, nem artistas, nem conhecedores, nem amantes. Mas tinham magia no sangue. Os humanos eram a raça mais importante, o centro do reino, o equilíbrio, o povo harmonioso. O Rei e a Rainha eram humanos.
Espilce é o reino da harmonia, governado por humanos imperfeitos, onde as crianças se refugiavam nos seus mais profundos sonhos.
Espilce sempre foi e sempre será parte de cada um de nós.
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